A ofensiva de Lula em SP para tentar evitar o pior cenário eleitoral para o PT

O presidente Lula participou, na tarde desta terça-feira (23), da entrega de equipamentos hospitalares para o Hospital Santa Marcelina, na Zona Leste de São Paulo. O Radar mostrou mais cedo que o anúncio dos investimentos federais visa ampliar a capacidade do SUS de prevenir, diagnosticar e tratar os pacientes com câncer.
A comitiva federal contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. A visita à região mais populosa de São Paulo foi o último compromisso do dia de uma agenda agitada. Pela manhã, Lula visitou o Rio de Janeiro e, antes de chegar à unidade hospitalar, anunciou uma nova fase do programa Celular Seguro BR, em Guarulhos.
No hospital, após rápidas falas de Padilha e Alckmin, o presidente discursou para apoiadores. Apesar da rouquidão por conta de um resfriado, o mandatário brincou com o público e disse que, se o Brasil permitir, vai gritar gol no jogo da Amarelinha contra a Escócia nesta quarta-feira.
Se nos gramados a Seleção Brasileira depende apenas de um empate para avançar para a próxima fase da Copa do Mundo da FIFA 2026, no campo da política a manutenção do cenário eleitoral em São Paulo do jeito que está pode custar caro para o Partido dos Trabalhadores em outubro.
Com as saídas de Kim Kataguiri (Missão) e de Paulo Serra (PSDB) da disputa pelo governo do Estado, a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes se resume a dois candidatos: o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). Para analistas, no contexto atual, a eleição em São Paulo poderia ser decidida já no primeiro turno, o que deixaria o presidente Lula sem palanque em um dos mais importantes colégios eleitorais do país em um eventual segundo embate nas urnas contra Flávio Bolsonaro.
Para mudar esse placar em São Paulo, o líder petista aposta em novos anúncios federais. Lula adiantou que deverá voltar ao estado em breve para mais uma rodada de entregas à população: ”Eu ainda vou voltar aqui para inaugurar a nossa universidade e o Instituto Federal”.
Entretanto, uma nova agenda na região Sudeste não deve acontecer tão cedo. Nesta quarta-feira, o presidente já estará de volta à Brasília, onde deve se reunir com Jaques Wagner (PT-BA) para decidir se o líder do governo no Senado deixará o posto, após ser alvo de operação da PF na semana passada por possível envolvimento no escândalo do Banco Master.
Veja




