As notícias das 10h

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Graus de máxima. Vamos às notícias na Rádio Observador, a edição é do Miguel Videira. O secretário-geral da CGTP insiste nas críticas ao Governo sobre a reforma laboral na antecâmara da greve geral. Já vamos escutar as declarações do secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, mas, Miguel Videira, começamos o jornal com o arranque de mais uma campanha do Banco Alimentar contra a Fome para a recolha de alimentos.
Estão mais de 40 mil voluntários dispersos por todo o país na ajuda nesta campanha de recolha de alimentos. Estão espalhados por mais de dois mil supermercados. A recolha de alimentos é feita em supermercados, mas também de forma online, sendo que as doações online já arrancaram na passada quarta-feira. A nossa convidada neste jornal das 10 da manhã, a presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, Isabel Jonet. Bom dia, obrigado por ter aceitado o nosso convite. Gostava de começar por abordar os pedidos de ajuda que a instituição tem recebido. Há, de facto, ecos de maiores dificuldades por que estão a passar muitas famílias decorrente do aumento do custo de vida. Isso traduz-se no aumento do número de pedidos junto à instituição?
Olá, bom dia. Muito obrigada ao Observador pelo convite. E sim, como diz, arranca hoje mais uma campanha do Banco Alimentar. São 21 Bancos Alimentares contra a Fome em todo o país que estão em campanha, com o apoio de 40 mil voluntários. Temos tido nos últimos tempos, em particular no último mês, um aumento dos pedidos de apoio alimentar, seja por parte de pessoas a título individual, seja também das instituições de solidariedade que todos os dias apoiam as pessoas com mais carências, porque o aumento do preço da energia, dos combustíveis e também dos alimentos provoca uma pressão grande sobre estas instituições que têm que fazer refeições, que são servidas nos lares, nas creches, nos ATL, à população sem abrigo, mas também que muitas vezes se deslocam à casa das pessoas para os apoios domiciliários e para prestar cuidados. E, portanto, há uma pressão dupla, seja por parte das instituições, seja por parte das famílias.
O Banco Alimentar tem tido capacidade para dar resposta a esses pedidos?
Até agora temos tido capacidade, porque temos sempre contado não só com a solidariedade renovada dos portugueses nestas grandes campanhas de recolha, que se realizam duas vezes por ano, no final de maio e no final de novembro, mas também porque recebemos excedentes da indústria, da agricultura, da distribuição diariamente. E, por agora, temos conseguido acomodar os pedidos e esperamos que, uma vez mais, os portugueses respondam presente ao apelo do Banco Alimentar.
Há algum objetivo relativamente ao número de bens doados para esta campanha?
Nós nunca temos metas, nem apostas. Não funcionamos assim. Sabemos que cada campanha é o melhor que pode ser no momento em que se realiza. Este fim de semana é um fim de semana difícil, porque é um fim de semana onde vem o bom tempo e há o apelo da praia, que é o nosso maior concorrente este fim de semana, e sem voluntários não conseguimos fazer a campanha com a mesma eficácia. Mas temos a certeza que muitas pessoas se vão deixar tocar, até porque a pobreza está cada vez mais perto de nós e todos nós conhecemos alguma família que está em dificuldades. E, portanto, contamos com muitos voluntários, com uma grande alegria, voluntários de todas as idades, que vão marcar presença nos supermercados e nos armazéns dos 21 Bancos Alimentares.
Este é um fenómeno que já atinge aquela grande massa de pessoas que está englobada na chamada classe média?
Sim, nós em Portugal temos uma classe média que é muito frágil e a classe média baixa está muito perto do limiar da pobreza. E, portanto, quando há um acréscimo dos preços, como se tem verificado, mas sobretudo quando não há a expectativa de mudança a curto prazo, que é o que se verifica atualmente, esta classe média fica muito fragilizada. E nós sabemos que estas pessoas muitas vezes têm trabalho, são trabalhadores, já têm um emprego, mas são famílias que têm crianças e, portanto, não podemos ficar impávidos e temos que marcar presença na vida destas pessoas.
Fica aí esse apelo. Isabel Jonet, obrigado pela sua presença nesta edição das 10 da manhã da Rádio Observador, a pretexto da campanha do Banco Alimentar, que hoje chega a perto de dois mil supermercados em todo o país.
Agora sim, Miguel, vamos escutar o secretário-geral da CGTP, que diz que a greve geral é o momento certo para dar voz aos trabalhadores.
Tiago Oliveira continua a acusar o Governo de não ter querido discutir as propostas da Intersindical ao longo dos mais de nove meses de negociação em torno das alterações ao Código do Trabalho. Uma discussão que antecedeu a convocatória da greve geral, está agendada para o próximo dia 3 de junho, e Tiago Oliveira voltou a apelar à participação. Diz que é a oportunidade dos trabalhadores erguarem a voz.
Nós temos que procurar responsabilizar o Governo, porque é ele que é o grande mentor deste processo. Nós temos que responsabilizar os partidos com assento na Assembleia da República, porque serão eles que irão discutir o pacote laboral na Assembleia da República. E, portanto, isto só se faz de uma maneira: faz-se envolvendo os trabalhadores, faz-se trazendo para a opinião pública, para a discussão, para as ruas, a luta de quem trabalha. E aquilo que, do nosso ponto de vista, é necessário neste momento, é derrotar já o pacote laboral.
Tiago Oliveira, o secretário-geral da CGTP, que sobre a discussão no Parlamento, tece críticas ao Chega. Acusa o partido de André Ventura de dançar conforme a situação.
Quando o pacote laboral foi apresentado a 24 de julho, o Chega identificou uma linha vermelha, que era a questão da parentalidade e a questão da amamentação. Só que depois o Chega esqueceu esta linha vermelha que tinha colocado e encontrou outra linha vermelha. Era a questão do trabalho por turnos e trabalho noturno. Quero dizer com isto o quê? Quero dizer com isto, como ouvi uma expressão de um camarada meu que dizia: "Há partidos que dançam conforme a música". O Chega demonstrou isso desde sempre.
A crítica de Tiago Olivarenda sobre a reforma laboral, o antigo ministro com a pasta da Solidariedade e Trabalho, Bagão Félix, antigo ministro do governo de Durão Barroso, fala numa reforma laboral desequilibrada, precipitada e mal explicada no início. Foi a entrevista à Rádio Renascença. O antigo ministro sublinha ainda que um consenso na concertação social teria sido decisivo para que as alterações ao Código do Trabalho pudessem ser aprovadas no Parlamento.
No PSD, é dia de eleições diretas para a liderança do partido. Luís Montenegro é o único candidato à presidência.
Sim, e vai votar em Espinho durante a tarde. É o único nome na corrida, apesar de ter lançado o desafio a quem tivesse um caminho diferente e alternativo para o partido a dar o passo em frente. Declaração que foi interpretada como a resposta a Pedro Passos Coelho, que vinha fazendo uma série de intervenções críticas à governação da AD. Ninguém avançou nesta corrida. Luís Montenegro vai ser reconduzido. Em 2024, foi eleito com mais de 97% dos votos. Hoje podem votar mais de 56 mil militantes. É a 13ª vez que se realizam eleições diretas no PSD.
A esta hora, Miguel, 10h08, mais de 70 bombeiros combatem um incêndio florestal na Campeã, em Vila Real.
Sim, contam com o apoio de 20 viaturas e dois meios aéreos. Este é já o primeiro grande fogo deste ano. Lavra numa zona de mato desde a meia-noite, continua a resistir ao impedimento dos bombeiros. Hoje, oito distritos de Portugal continental estão sob aviso amarelo do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, devido ao calor. Entre estes distritos está precisamente Vila Real, palco deste incêndio que continuaremos a acompanhar ao longo desta manhã aqui na antena do Observador.
10h08, já a seguir à Máquinas que Pensam, Miguel Videira. Vamos ainda a outras notícias que estão em destaque a esta hora.
Um agitador de ideias. É desta forma que o jornal Le Monde descreve Edgar Morin. O filósofo francês morreu esta sexta-feira, aos 104 anos. A revelação foi feita esta manhã nas redes sociais pelo secretário pessoal. Com mais de 30 livros publicados, Edgar Morin é considerado um dos pensadores mais respeitados do século XX. Fazia 105 anos no próximo mês de junho. Na Alemanha, os voos no aeroporto de Munique foram suspensos depois de dois pilotos terem comunicado um drone a voar numa zona proibida à France-Presse. Fonte do aeroporto diz que as autoridades responsáveis pela segurança decidiram encerrar as pistas. Acrescentam que não é possível dizer quanto tempo vai durar este encerramento. Joga-se esta tarde a final da Liga dos Campeões. Paris Saint-Germain e Arsenal estão na corrida à conquista deste título europeu, o mais importante título europeu de clubes. O Paris Saint-Germain é campeão em título, procura voltar a erguer a taça. O Arsenal quer conquistar a primeira Liga dos Campeões da história. A final em Budapeste começa quando forem 17h. Do futebol para a música, João, és fã de música lusófona?
Adoro música, no seu geral. Gosto muito. Ouço muita música por dia.
Perguntei isto porque arranca hoje a terceira edição do Koala Festival Portugal, em Cascais, e arranca já com um recorde.
E que recorde é esse, Miguel?
Mais bilhetes vendidos.
Vamos bem.
Segundo a organização do evento, a bilheteira deste ano supera já dos anos anteriores e com nomes bem reconhecidos no panorama da música portuguesa.
E temos vários. Hoje, por exemplo, temos Branco, Bonga, Slow J e Caetano Veloso. Que belo nome, este festival. Já para o dia de amanhã, o destaque vai para Zé Ibara, Ana Franque Elétrico, Marina Sena, João Gomes e ainda Lulu Santos. Tenho muita pena de não ir a este festival.
Vou-te por conta já, se quis, João.
Sim.
Quem são estes nomes todos? Há ainda um palco secundário dedicado à música eletrónica, sendo que durante os intervalos dos concertos a animação está a cargo de vários DJs. Resta-me apenas dizer que as portas do recinto abrem às 15h.
E já hoje fiz sugestão da Feira do Livro em Lisboa, Serralves em Festa no Porto e terminamos aqui com o Koala Festival. Ainda há bilhetes, são cada vez menos. Fica aqui a sugestão para este fim de semana. Festival Koala, que acontece em Cascais.
observador


