Arrendar casa em Portugal: Procura cresce 20% no último ano

• Procura por casas para arrendar aumentou 20% num contexto de descida de 2,7% das rendas• Porto registou o maior aumento da procura, com mais 82% de contactos por anúncio face ao ano anterior• Leiria, Santarém e Faro lideram a pressão da procura entre as capitais de distrito
• Setúbal regista a maior média de contactos por anúncio entre distritos e ilhas, com 30 contactos por casa
Cada anúncio de arrendamento recebeu, em média, 24 contactos no primeiro trimestre de 2026, mais 20% face ao mesmo período do ano anterior, segundo uma análise do idealista. A subida da procura aconteceu num contexto de descida de 2,7% das rendas no arranque do ano.
“Os dados revelam que a procura por casas para arrendar continua bastante acima da oferta disponível em várias zonas do país. A pressão sobre o mercado mantém-se elevada, sobretudo nos grandes centros urbanos, onde continua a existir forte competição entre famílias por cada casa anunciada”, afirma Ruben Marques, porta-voz do idealista.
No primeiro trimestre do ano, as capitais portuguesas onde se registou maior média de contactos por anúncio foram Leiria, com 31 contactos, seguida de Santarém (29), Faro (27) e Beja e Castelo Branco (26). Com níveis elevados de procura encontram-se ainda Ponta Delgada (23), Setúbal (23), Lisboa (21), Bragança (21) e Porto (20). Évora e Funchal registaram 19 contactos por anúncio, enquanto Aveiro e Viseu atingiram 17 contactos e Braga ficou nos 16. Num patamar intermédio surgem Coimbra e Viana do Castelo (14). Guarda e Vila Real registaram 12 contactos por anúncio, sendo as capitais com menor pressão da procura no período analisado.
A média de contactos por anúncio aumentou em nove capitais e diminuiu em oito, enquanto Bragança e Ponta Delgada mantiveram-se estáveis face ao mesmo período do ano anterior.
A maior subida da procura registou-se no Porto, com um aumento de 82%, seguindo-se Beja (30%), Coimbra (27%), Lisboa (24%) e Leiria (15%). Destacam-se ainda Faro e Viana do Castelo (8%), Aveiro (6%) e Castelo Branco (4%). Por outro lado, a maior quebra ocorreu em Vila Real (-33%), seguida da Guarda (-25%), Évora (-24%), Santarém (-24%), Setúbal (-18%), Viseu (-15%) e Funchal (-14%). Também se registaram recuos em Braga (-6%).
Ao nível dos distritos e ilhas, Setúbal registou a maior média de contactos por anúncio no primeiro trimestre do ano, com 30 contactos, seguido de Lisboa (27), Bragança e Portalegre (23) e Leiria, Porto e Santarém (22).
A maior subida da procura foi registada no Porto, onde o número médio de contactos por anúncio aumentou 57% face ao mesmo período do ano anterior. Lisboa também apresentou um crescimento expressivo (23%), seguida de Coimbra (17%), Beja (14%) e Braga (6%).
Em sentido contrário, as maiores quedas da procura verificaram-se em Portalegre (-31%), Évora (-29%), Santarém (-24%) e na ilha da Madeira (-18%).
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