PCP defende manutenção da Fábrica da Cerveja como espaço público cultural

O PCP manifestou preocupação com a eventual alienação e possível suspensão de atividade na Fábrica da Cerveja, em Faro, defendendo que o edifício deve permanecer como património público e ser reabilitado para usufruto da cultura farense.
Em comunicado, o partido considera que o espaço, propriedade municipal, é “um dos mais ativos e emblemáticos da cultura algarvia”, sublinhando o papel que tem desempenhado ao longo das últimas duas décadas no desenvolvimento de projetos culturais de diversas naturezas.
O PCP refere que a possibilidade de venda do imóvel gerou preocupação na comunidade, por poder significar a perda de acesso a um espaço que considera “central” na criação e fruição cultural na cidade.
“O PCP considera ainda preocupante a eventual suspensão da atividade no edifício, tendo em conta que a Fábrica da Cerveja é o espaço da cidade onde o direito à criação e fruição cultural teve porventura mais margem para se implementar”, lê-se no comunicado.
O partido acrescenta que o espaço consolidou, ao longo dos anos, uma vocação cultural, resultante de experiências institucionais, associativas e privadas, que contribuíram para a sua dinâmica.
“A Fábrica da Cerveja, como edifício centenário, com alicerces que remontam às origens da cidade, necessita de uma reabilitação profunda, agora, tal como no final dos anos 90, quando foi adquirida pelo município”, refere o PCP, salientando que a sua conservação tem sido assegurada sobretudo pelos agentes culturais que ali desenvolveram atividade.
“O PCP e os seus eleitos nas autarquias consideram fundamental a manutenção da Fábrica da Cerveja como património público, disponível para o movimento associativo e comunidade”, afirma o partido.
Os comunistas apelam ainda à “reabilitação do espaço, ainda que faseada, dotando-o das condições técnicas, de segurança e acessibilidade necessárias ao desenvolvimento de um espaço cultural polivalente que a cidade não pode prescindir”.
Jornal do Algarve




