As notícias das 4h

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As notícias com João Lourenço.
Muito boa noite. O governo mudou dois terços das administrações hospitalares em dois anos com presidentes com ligações ao PSD. O executivo de Luís Montenegro nomeou 26 novos presidentes para conselhos de administração de Unidades Locais de Saúde. Entre os novos líderes das ULS, existem 18 com ligações conhecidas ao PSD e CDS. Contas feitas, 69% dos novos presidentes da ULS são próximos dos partidos do governo, sendo que a esmagadora maioria tem cartão de militante. Entre eles encontram-se antigos deputados na Assembleia da República, presidentes de Câmara que também se ausentaram das funções camerárias e candidatos autárquicos ou presidentes de estruturas locais do PSD. Além disso, as mudanças não terão ficado por aqui, segundo informação avançada pela direção executiva do SNS ao jornal "Público", há atualmente seis administradores de ULS que estão à espera de serem reconhecidos ou substituídos. Uma delas já foi nomeada pelo governo da Aliança Democrática. Esta é uma notícia que está a esta hora em manchete no site do "Observador", assinada pelo jornalista da seção de política, Miguel Pereira Santos. A ex-ministra da Administração Interna justifica a demissão do cargo. Maria Luísa Amaral considera que os incêndios no verão e as tempestades que atingiram o país no início do ano lhe escaparam. Em entrevista no podcast da RTP, "Entenda Um Ponto de Interrogação", Maria Luísa Amaral justificou a demissão com a perda de autoridade e de meios.
Que na altura em que sentisse que não dispunha de meios, e nestes casos os meios são a autoridade própria para poder conduzir a política do Ministério da Administração Interna, que me viria embora. E foi nessa altura que entendi que tal ocorria.
A ex-ministra da Administração Interna recorda os incêndios no verão e a tempestade que atingiu o país no início do ano. Diz que faltaram conhecimentos técnicos ao domínio do terreno e também conhecimento exato das pessoas para uma resolução dos problemas mais sérios.
Quando aconteceu o que aconteceu, quer no verão, quer depois no inverno, eu tive a noção de que não tinha meios, em toda a dimensão da palavra "meios", os conhecimentos técnicos, o domínio do terreno, o conhecimento exato das pessoas, das corporações, até à sua ínfima particularidade, que estão no terreno, para reagir imediatamente com a velocidade que se requeria ao contingente, ao imprevisível, e por isso entendi que nessa dimensão não dispunha de meios.
Maria Luísa Amaral garante ainda que não se arrependeu de ter integrado o governo e justificou a decisão com o facto de estar a alguns meses de terminar o segundo e último mandato como Provedora da Justiça. A 10 de fevereiro, Maria Luísa Amaral apresentou a demissão cerca de oito meses após ter assumido o cargo. O presidente da República, António José Seguro, vai dar esta terça-feira início às comemorações oficiais do Dia de Portugal, na Ilha Terceira, a primeira vez que o chefe de Estado se desloca à região autónoma dos Açores. A cerimónia de hastear a bandeira, que normalmente marca o arranque das comemorações, está agendada para às 15h locais, no Pátio da Alfândega, em Angra do Heroísmo. No final da semana, antes das comemorações em território nacional, o presidente da República celebrou o Dia de Portugal no estrangeiro, concretamente no Luxemburgo, onde esteve junto de imigrantes portugueses e lusodescendentes. O Dia de Portugal é comemorado na Ilha Terceira, numa altura em que a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos, no contexto da guerra com o Irão, tem suscitado alguma polêmica. O presidente do chega adia uma decisão sobre a reforma laboral e a prestação social única para depois de um encontro com o primeiro-ministro. André Ventura diz que está para breve uma reunião final com o chefe do governo, Luís Montenegro, sobre a proposta de revisão da Lei do Trabalho. Numa conferência de imprensa, na tarde desta segunda-feira, o presidente do chega apontou algumas exigências para que o partido possa viabilizar a proposta da AD.
O fim das reformas vitalícias no âmbito laboral e político, o teto às reformas milionárias, são mesmo condições fundamentais para o Chega neste processo. No âmbito desta conversa, desta reunião, transmitirei, por isso, aquilo que entendo ser, caso o PSD decida manter a proposta tal como está ou o governo dê sinais de inflexibilidade.
André Ventura, que também sobre a prestação social única, volta a dizer que o partido só vai viabilizar a criação deste mecanismo se a AD fizer alterações. E a presidente da Iniciativa Liberal diz que o governo está a pedir um cheque em branco na proposta da prestação social única. Mariana Leitão acusa o governo de não esclarecer aspectos essenciais da medida questionada. Sobre a eventual obrigatoriedade de trabalho social para ter acesso à prestação, a líder dos liberais diz que não é possível ter uma posição sobre o assunto por falta de clarificação.
É difícil perceber exatamente qual é o objetivo concreto do governo. E por isso, para lhe poder responder com total clareza, preciso eu própria ter isso bastante claro e só vamos conseguir provavelmente fazê-lo na sexta-feira, quando tivermos todas as informações por parte do governo, porque o governo também apresentou esta proposta, mas não entrou em grandes detalhes, nem tampouco foi ao Parlamento explicar o que quer que seja ainda. E por isso, nessa altura, com essas informações mais detalhadas, será possível dar-lhe uma resposta mais concreta.
O líder da Iniciativa Liberal, Mariano Leitão, à margem de uma visita à Feira Nacional de Agricultura em Santarém, acrescenta ainda que este processo está a ser conduzido com pressa excessiva. O julgamento do processo Tempestade Perfeita, relacionado com suspeitas de corrupção em obras na Defesa, começa esta terça-feira. Entre os 73 arguidos estão três antigos dirigentes da Direção-Geral de Recursos de Defesa Nacional. Em causa, segundo o Ministério Público, estão procedimentos de contratação pública e serviços de empreitadas em que esta Direção-Geral surge como adjudicante e que terão sido decididos em benefício de determinadas empresas a troco de contrapartidas financeiras e patrimoniais. No desporto, o presidente da República pede à seleção portuguesa o título de campeão do mundo, numa cerimônia na Cidade do Futebol, em Oeiras. António José Seguro garantiu que a seleção nacional vai ter o apoio de todo o país na prova da FIFA e, por isso, deixa um pedido à equipa das Quinas.
O que eu vos peço? Eu peço-vos que a equipa saiba encontrar o talento e a inteligência, que seja mais do que o somatório da inteligência, da qualidade e do talento que individualmente cada um de vós tem. O país acredita em vós. Façam-nos sonhar. Tragam para Portugal a taça que nos falta. Vamos todos torcer por vós. E eu acredito, com o vosso entusiasmo, com a vossa força, com a vossa fibra, com o vosso talento e com o vosso trabalho, que isso é possível.
Já o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, avisa que é com sentido de missão que a equipa das Quinas vai rumar aos Estados Unidos para participar no mundial.
Tal como no exercício das mais altas funções de Estado, também no futebol se exige rigor, compromisso e sentido de missão. A cada atleta aqui presente, recordo que representam Portugal perante o mundo. Mas hoje, senhor presidente, esse compromisso ganha ainda maior significado com a sua presença. Cada um de nós, cada um destes atletas leva para o relvado o orgulho de ser português e a consciência de que carregam consigo a confiança de um país inteiro.
Também Roberto Martínez prometeu que a equipa das Quinas vai dar tudo para conseguir alcançar os objetivos mais altos nesta prova da FIFA.
Posso dizer que a seleção vai dar tudo por Portugal e vai entrar em campo com a responsabilidade de levar os sonhos de milhões de portugueses.
Nesta cerimônia, António José Seguro entregou uma bandeira simbólica ao capitão da seleção portuguesa, Cristiano Ronaldo, diz que a equipa terá que trazer esta bandeira de volta para o país, em caso de triunfo neste campeonato do mundo. E nos Estados Unidos, Donald Trump afirma que os norte-americanos vão alcançar uma vitória total sobre o Irã nas próximas duas semanas. Declarações que decorreram num comício em apoio ao senador da Carolina do Sul, Lindsey Graham, que concorre nas primárias desta terça-feira. Donald Trump diz ainda que os Estados Unidos estão a ganhar a batalha e que a vão ganhar realmente nas próximas duas semanas. Diz ainda também que, muito em breve, os preços do petróleo vão descer a pique. Neste momento, o presidente dos Estados Unidos está no Madison Square Garden. Isto porque está a decorrer o terceiro jogo da final da NBA. E é a primeira vez na história que um presidente em exercício está presente na eliminatória derradeira do campeonato de basquetebol norte-americano, Donald Trump, que também é fã dos New York Knicks. A equipa do presidente dos Estados Unidos neste momento está a perder no quarto e último período desta partida. A equipa de Nova York perde por 108 x 106. Está a 4 minutos e 25 segundos do fim esta partida. Neste momento, a eliminatória está por 2 x 0, a favor da equipa nova-iorquina. No entanto, neste terceiro jogo e no Madison Square Garden, a equipa de Nova York não está a ser feliz. Vamos continuar a acompanhar este resultado e dar-lhe este desfecho final deste jogo três, já às 18h20, em mais um episódio do "Vamos à Bola". Do noticiário é tudo. A informação regressa às 05h00.
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