3h. PR inicia comemorações do Dia de Portugal nos Açores

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As notícias com João Lourenço.
Muito boa noite. A ex-ministra da Administração Interna justifica a admissão do cargo. Maria Lúcia Amaral considera que os incêndios no verão e as tempestades que atingiram o país no início do ano lhe escaparam. Em entrevista ao podcast da Antena Um, "Ponto de Interrogação", Maria Lúcia Amaral justificou a demissão com a perda de autoridade e de meios.
Que na altura em que sentisse que não dispunha de meios, e nestes casos os meios são a autoridade própria para poder conduzir a política do Ministério da Administração Interna, que me iria embora. E foi nessa altura que entendi que tal ocorria.
Maria Lúcia Amaral a justificar a demissão no mês de fevereiro. A ex-ministra recorda os incêndios no verão do ano passado e as tempestades deste mês de janeiro. Diz que faltaram conhecimentos técnicos e conhecimento exato das pessoas para que a situação no terreno corresse melhor.
Quando aconteceu o que aconteceu, quer no verão, quer depois no inverno, eu tive a noção de que não tinha meios, em toda a dimensão da palavra meios, os conhecimentos técnicos, o domínio do terreno, o conhecimento exato das pessoas, das corporações, até à sua ínfima particularidade, que estão no terreno, para reagir imediatamente com a velocidade que se requer ao contingente, ao imprevisível, e por isso entendi que nessa dimensão não dispunha de meios.
Maria Lúcia Amaral garante ainda que não se arrependeu de ter integrado o governo, justificou esta decisão com o fato de estar a alguns meses de terminar o segundo e último mandato como Provedora da Justiça. A 10 de fevereiro, Maria Lúcia Amaral apresentou a demissão cerca de oito meses após ter assumido o cargo. O presidente da República, António José Seguro, vai dar esta terça-feira início às comemorações oficiais do Dia de Portugal, na Ilha Terceira, na primeira deslocação à região autónoma dos Açores. A cerimónia do hastear da bandeira, que normalmente marca o arranque das comemorações, está agendada para as 15h, hora dos Açores, no Pátio da Alfândega, em Angra do Heroísmo. No fim de semana, antes das comemorações em território nacional, o presidente da República celebrou o Dia de Portugal no estrangeiro, junto de imigrantes portugueses e lusodescendentes no Luxemburgo. O Dia de Portugal é comemorado na Ilha Terceira, uma altura em que a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos da América, no contexto da guerra com o Irão, tem suscitado alguma polêmica. E o presidente do Chega adia uma decisão sobre a reforma laboral e a prestação social única para depois de um encontro com o primeiro-ministro. André Ventura diz que está para breve uma reunião final com Luís Montenegro sobre a proposta de revisão da Lei do Trabalho. Numa conferência de imprensa esta tarde, o presidente do Chega apontou algumas exigências para que o partido possa viabilizar a proposta da AD.
O fim das reformas vitalícias no âmbito laboral e político, o teto às reformas milionárias, são mesmo condições fundamentais para o Chega neste processo. No âmbito desta conversa, desta reunião, transmitirei, por isso, aquilo que entendo ser, caso o PSD decida manter a proposta tal como está ou o governo dê sinais de inflexibilidade.
André Ventura, que também sobre a prestação social única, volta a dizer que o partido só vai viabilizar a criação deste mecanismo se a AD fizer alterações. E o PSD acusa o Chega de irresponsabilidade política por apresentar propostas que colocam em causa a sustentabilidade da Segurança Social. Esta proposta da descida da idade da reforma ou o teto máximo para as pensões. Carla Barros, deputada do PSD, diz que o Chega não faz contas e que o plano de partida é insustentável financeiramente.
O Chega não pode vir propor uma descida da idade legal da reforma das pensões quando não apresenta um plano prévio, digamos, ou um estudo prévio, que é isso que o governo está a fazer, para estudar a sustentabilidade do sistema e o financiamento do sistema. E é normal que uma proposta de descida da idade da reforma caia muito bem na opinião pública. E, portanto, são estes populismos do Chega que depois não se casam adequadamente com a realidade que vivemos.
Opinião de Carla Barros, no comunicador desta tarde na Rádio Observador. Opinião contrária tem Eduardo Teixeira, deputado do Chega. Diz que as contas estão feitas e que a proposta da idade da reforma nos 65 anos custa perto de 2 mil milhões de euros.
Os portugueses que trabalharam 40 anos têm direito a optar entre continuar a trabalhar ou já trabalharam e fizeram descontos mais que suficientes para o modelo que está implementado. Isso custa 1 milhão e pouco. E vai-se apegar no desperdício da saúde. Portugal, isso está contabilizado, está escrutinado. E o governo pouco faz ou nada faz para combater este desperdício de 2 mil milhões na saúde, em área tão sensível.
Eduardo Teixeira acusa ainda o PSD de estar alinhado nesta matéria com o modelo atual imposto pelo PS.A presidente da Iniciativa Liberal diz que o governo está a pedir um cheque em branco na proposta da prestação social única. Mariana Leitão acusa o governo de não esclarecer aspectos essenciais da medida. Questionada sobre a eventual obrigatoriedade de trabalho social para ter acesso à prestação, a líder dos liberais diz que não é possível ter uma posição sobre o assunto por falta de clarificação.
É difícil perceber exatamente qual é o objetivo concreto do governo e, para lhe poder responder com total clareza, preciso eu própria ter isso bastante claro e só vamos conseguir provavelmente fazê-lo na sexta-feira, quando tivermos todas as informações por parte do governo, porque o governo também apresentou esta proposta, mas não entrou em grandes detalhes, nem tão pouco foi ao Parlamento explicar o que quer que seja ainda. Por isso, nessa altura, com essas informações mais detalhadas, será possível dar-lhe uma resposta mais concreta.
Mariana Leitão, à margem de uma visita à Feira de Agricultura em Santarém, acrescenta ainda que este processo está a ser conduzido com pressa excessiva. No desporto, o presidente da República pede à seleção portuguesa o título de campeão do mundo, numa cerimónia na Cidade do Futebol, em Oeiras. António José Seguro garantiu que a seleção nacional vai ter o apoio de todo o país no Campeonato do Mundo e, por isso, deixa um pedido à equipa das Quinas.
O que eu vos peço? Eu peço-vos que a equipa saiba encontrar o talento e a inteligência, que seja mais do que o somatório da inteligência, da qualidade e do talento que individualmente cada um de vós tem. O país acredita em vós. Façam-nos sonhar. Tragam para Portugal a taça que nos falta. Vamos todos torcer por vós. E eu acredito que com o vosso entusiasmo, com a vossa força, com a vossa fibra, com o vosso talento e com o vosso trabalho, isso é possível.
Já Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, avisa que é com sentido de missão e responsabilidade que a equipa das Quinas vai rumar aos Estados Unidos para participar no Mundial.
Tal como no exercício das mais altas funções de Estado, também no futebol se exige rigor, compromisso e sentido de missão. A cada atleta aqui presente, recordo que representam Portugal perante o mundo. Mas hoje, senhor presidente, esse compromisso ganha ainda maior significado com a sua presença. Cada um de nós, cada um destes atletas leva para o relvado o orgulho de ser português e a consciência de que carregam consigo a confiança de um país inteiro.
Foi nesta cerimónia que o presidente da República entregou uma bandeira simbólica ao capitão da seleção portuguesa, Cristiano Ronaldo, e espera que a equipa terá que trazer de volta esta bandeira para Portugal em caso de triunfo no Campeonato do Mundo. Donald Trump afirma que os Estados Unidos vão alcançar uma vitória total sobre o Irão nas próximas duas semanas. Foi num comício em apoio ao senador da Carolina do Sul, que concorre nas primárias desta terça-feira, onde o presidente dos Estados Unidos diz, e passo a citar: "Será uma vitória total e que acontecerá muito em breve". Donald Trump insiste ainda que os preços do petróleo vão cair a pique depois desta vitória dos Estados Unidos. Neste momento, o presidente dos Estados Unidos está presente no Madison Square Garden, famosa arena em Nova Iorque, a assistir ao terceiro jogo das finais da NBA. Donald Trump, que durante o hino nacional dos Estados Unidos, no início da partida, foi vaiado por vários fãs dos New York Knicks e também dos San Antonio Spurs. Já quanto ao resultado desta partida, neste momento, os New York Knicks vencem por 64 a 63 a partida frente aos San Antonio Spurs, ou seja, continuam em vantagem na eliminatória frente à equipa do Texas. Os Knicks que já não estão numa final desde 1999. Tudo dito neste noticiário das 03h. Meu nome é João Lourenço. Regresso com o informativo às 15h30.
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