Tiago Oliveira abandona liderança da AGIF

O presidente do conselho diretivo da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), Tiago Oliveira, vai abandonar a liderança desta entidade após de mais de oito anos no cargo por “motivos de natureza pessoal”. O engenheiro foi o escolhido pelo Governo de António Costa para liderar a AGIF, no momento da sua criação e, agora, confirma ter pedido a sua exoneração de funções, com efeito a 16 de maio, ao ministro da Agricultura durante o mês do março.
Numa carta enviada aos funcionários da AGIF a que o Observador teve acesso, Tiago Oliveira expressa um sentimento de “grande orgulho” pelo trabalho realizado desde 2017 e garante que vai “prosseguir a Missão sob outras formas, comprometido em contribuir para que o país reconheça na floresta e na silvo-pastorícia os recursos endógenos estratégicos que são e leal à visão e ao caminho definido para um Portugal protegido de incêndios rurais”.
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Neste documento interno, Tiago Oliveira afirma mesmo estar “consciente da excecionalidade da equipa, quer do ponto de vista técnico quer humano”, justificando a saída com motivos de “natureza pessoal”.
“Sei que se manterão firmes na trajetória definida, fiéis à execução do Plano Nacional aprovado em 2020 e às prioridades constantes dos relatórios entregues ao Parlamento e ao Governo, num exercício de prestação de contas que monitoriza as metas e os indicadores, identifica os avanços e os atrasos na execução destes programas de ação. Sei que, sob sobre uma continuada e renovada liderança, continuarão a escrever bons capítulos nesta história de mais de 8 anos desde que aceitei o desafio de Presidir à Estrutura de Missão para a Instalação do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais”, escreveu Tiago Oliveira.
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