As notícias das 6h

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São 6 horas. Bom dia, sou o Miguel Gato e começa agora o jornal das 6 da manhã. Foi a primeira vez em 86 edições da Taça de Portugal que uma equipa da Segunda Liga levantou o troféu em pleno Estádio do Jamor. O Torriense derrotou ontem o Sporting por 2-1 e conquistou a prova rainha do futebol português. A equipa de Torres Vedras adiantou-se no marcador logo aos quatro minutos, golo de Kevin Zoé. Luís Soares empatou o jogo para o Sporting na segunda parte e no prolongamento, a grande penalidade histórica de Stopira, que levou o Torriense a vencer a primeira Taça de Portugal na história do clube. O treinador do Torriense, Luís Tralhão, sublinha que este foi um dia histórico para o futebol português.
Recordo-me de, na divisão das meias-finais, me terem feito a pergunta se eu conhecia o treinador que tinha sido finalista da Taça com o Torriense. Na altura não sabia e respondi que gostava de um dia ser recordado como um dos finalistas. Não sou só eu, é o grupo inteiro. E eu depois deixei bem claro a todo o grupo: isto nunca se trata apenas de uma pessoa, de mim, mas sim de todos nós. Isto vai ficar para sempre gravado na história do Torriense e na história do futebol português.
Entretanto, do Estádio do Jamor, a equipa rumou a Torres Vedras, onde festejou junto à Câmara Municipal, exibiu o troféu diante de milhares de adeptos. O treinador Luís Tralhão, na varanda, garantiu que na próxima quinta-feira, no jogo frente ao Casa Pia, vai fazer tudo o que for possível para levar o clube à primeira divisão. O playoff de acesso à Primeira Liga diante do Casa Pia está empatado a zeros. Do lado do Sporting, o treinador Rui Borges lamentou que a equipa não se tenha mostrado ao nível habitual e diz também que o Torriense foi melhor.
Não ganhamos é porque não merecemos. Mereceu o adversário. Por pouco ou muito que tivesse conseguido fazer, foi eficaz, ao contrário de nós. E como acabei de dizer, fomos uma equipa muito reativa e não proativa. Tínhamos que antecipar muitas coisas e não fomos tendo essa capacidade de forma geral. Acho que sofrer o golo ali ao início também levou a que criasse alguma desconfiança ou até algum cansaço mental daquilo que estava a acontecer, de tudo o que englobava o jogo. Estávamos a jogar contra uma equipa que joga em inferior, é certo, mas isso nada significava, nada significa, eu disse isso. Criou alguma instabilidade mental, acho que de forma geral, e se calhar por isso também não fomos capazes ao longo de todo o jogo.
O Sporting que perdeu ontem a final da Taça de Portugal, falhou a conquista do troféu da prova rainha depois de ter ganho no ano passado frente ao Benfica. Mas antes do jogo, os leões tiveram motivos para sorrir: garantiram o acesso direto à fase de grupos da Liga dos Campeões na próxima temporada, a fase regular, isto porque o Aston Villa conseguiu o quarto lugar na Premier League. A conquista da Taça de Portugal por parte do Torriense também mexeu com os apurados para as competições europeias na próxima época. A formação de Torres Vedras vai jogar na fase regular da Liga Europa, pelo menos garantiu o acesso a esse lugar e atirou o Benfica para a segunda pré-eliminatória da competição. Já o Sporting Braga vai jogar os playoffs da Liga Conferência. O Famalicão está fora das competições europeias na próxima época. O Torriense garantiu também o lugar na Supertaça frente ao Futebol Clube do Porto, que se joga em agosto. O Chega e a Iniciativa Liberal pediram uma audição parlamentar urgente do Ministro da Administração Interna, Luís Neves, também do Secretário-Geral Adjunto demissionário e do general Paulo Viegas Nunes, que regressou à presidência do SIRESP. Em causa a notícia da demissão do Secretário-Geral Adjunto do Ministério da Administração Interna, conhecida ontem. O secretário-geral apontou graves irregularidades na gestão da rede pública do SIRESP durante a presidência do general Paulo Viegas Nunes, que na sexta-feira voltou a ser eleito para o cargo. O presidente do Chega, André Ventura, questiona a integridade desta escolha.
A demissão de um secretário-geral que diz ter avisado o governo várias vezes de irregularidades cometidas, de gestão fraudulenta de dinheiros no âmbito do SIRESP e que mesmo assim leva à nomeação de quem já tinha gerido o SIRESP entre 2022 e 2024, o caso do general Paulo Nunes, levanta as maiores suspeitas nesta nomeação e na integridade e desprendimento desta mesma nomeação.
André Ventura, que critica ainda o que chama de silêncio ensurdecedor do Partido Socialista.
O silêncio do Partido Socialista sobre esta matéria é também particularmente ensurdecedor. O facto de estar em silêncio por potencialmente estarem envolvidas pessoas que também o Partido Socialista nomeouOu permitiu que continuassem em funções e a cuja gestão fechou os olhos durante o período de 2022 a 2024, é particularmente grave no cenário em que estamos.
As declarações de André Ventura numa conferência de imprensa na sede nacional do Chega, onde rejeitou pedir para já a demissão do ministro Luís Neves. Já a Iniciativa Liberal também quer esclarecer as alegações de António Pombeiro, que considera serem extremamente graves. Numa declaração enviada à comunicação social, Rui Rocha afirma ainda que estas acusações colocam também em causa o próprio ministro Luís Neves por nomear o general novamente para o cargo, para a liderança do SIRESP. A defesa do autor do ataque com cocktail Molotov na manifestação pró-vida apresentou recurso contra a prisão preventiva que foi aplicada a Nelson Vassalo em abril, no mês passado. O recurso foi apresentado esta semana e assenta em dois argumentos principais. Primeiro, o de que o autor do ataque nunca quis atingir pessoas que se encontravam junto à escadaria da Assembleia da República. E segundo, que nunca houve uma motivação ideológica contra membros do grupo pró-vida na base daquele ataque. A defesa de Nelson Vassalo procura desmontar a tese de investigação e que o Ministério Público começou a montar cerca de duas semanas depois da detenção. Este é um artigo assinado pelo jornalista Pedro Rainho, que faz manchete a esta hora no site do Observador. O presidente da República condena o ataque massivo da Rússia contra Kiev este fim de semana e apresenta sentidas condolências às famílias das vítimas. Numa nota publicada na página oficial da Presidência da República, António José Seguro mostra-se solidário com o povo ucraniano e reitera o empenho de Portugal numa solução que garanta paz justa, abrangente e duradoura na Ucrânia. Na mesma nota, Seguro considera que qualquer ataque contra civis é inaceitável e representa uma violação do direito internacional humanitário. Em causa está o ataque russo à capital ucraniana, no qual a Rússia confirmou ter utilizado um míssil hipersónico com capacidade nuclear pela terceira vez desde o início da guerra há quatro anos. Donald Trump confirma que o entendimento com o Irão não está fechado e garante também que não faz maus acordos. Uma informação avançada pelo presidente norte-americano na rede social Truth. Já uma fonte diplomática dos Estados Unidos, citada pelo portal Axios, tinha dito que um eventual acordo de cessar-fogo entre os dois países não ia ser assinado este fim de semana, e tal confirmou-se. A mesma fonte norte-americana diz ainda ao Axios que a aprovação do acordo pela liderança iraniana poderá demorar vários dias, uma vez que ainda há assuntos importantes sobre os quais não existe um consenso. Também o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, falou ontem sobre a guerra no Irão. Rejeita que os Estados Unidos estejam a adiar um entendimento com o país. Diz que a questão nuclear não se consegue resolver em 72 horas.
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