As notícias das 2h

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As notícias com Matilde Malva Sabino.
Começamos com o desporto. Roberto Martinez rejeita que o futuro, enquanto selecionador nacional, esteja dependente da prestação da equipe portuguesa no Mundial de Futebol. O técnico das Quinas considera que agora não é tempo de falar em continuidade. Em entrevista à RTP, o selecionador diz que o foco deve estar na competição.
O contrato do selecionador, depois do Mundial, a decisão será o que seja melhor para a seleção. Se eu estivesse preocupado com a minha posição, não era o selecionador certo. Falar do selecionador não é o importante. O importante é que a equipe ganhe, que a equipe jogue bem e que os números sejam bons. É isso que é o meu foco.
Roberto Martinez foi ainda questionado sobre a presença de Samu Costa na convocatória. O técnico entende que o médio tem garra, energia e encaixa muito bem na equipe das Quinas.
O Samu Costa merece estar nesta convocatória, porque tivemos a oportunidade, em março, de ir ao México, de estar nos Estados Unidos, em estádio fechado.
O que é que apreciou?
Ele tem uma garra, uma energia, tem uma motivação. Estar na seleção é contagioso. É um médio que tem muita capacidade, muito espaço, mas tem um aspecto defensivo que é muito importante para nós e dá um equilíbrio dentro dos médios que nós temos. Então é um jogador que encaixa muito bem no seu momento da sua carreira, no seu momento dentro da seleção e com os outros jogadores nessa posição.
O selecionador nacional, Roberto Martinez, em entrevista à RTP, a primeira desde a divulgação da convocatória para o Mundial 2026. Na fase de playoff da Primeira Liga, Torriense e Casa Pia empataram a zero e adiaram para a próxima semana a escolha sobre quem passa para a primeira divisão. Numa partida que se realizou na antecâmara da final da Taça de Portugal, frente ao Sporting, a formação de Torres Vedras encheu o estádio, mas não conseguiu adiantar-se no marcador. No rescaldo da partida, o técnico do Torriense, Luís Tralhão, pede-se ajuda de todos os adeptos para o segundo jogo e reitera que o clube tem o mesmo nível das equipes da Primeira Liga.
Hoje sentimos alguma dificuldade no início do jogo. Tivemos ali uma nuance tática que nos estava a criar alguma dúvida e quando retificamos, acho que fomos mais iguais a nós próprios. Somos uma equipe que defende bem, mas também valoriza o momento com a bola. Acho que é patente para todos. Deixo para quem gosta de fazer estas análises, mas não demonstrámos hoje uma diferença tão grande para as equipes da Primeira Liga, no meu entender.
Já o treinador do Casa Pia, Álvaro Pacheco, refere que foi positivo adiar as decisões de eliminatória para a segunda mão e refere que a vontade dos jogadores vai ser a chave do próximo encontro.
Fizemos um percurso em que passamos, portanto, uma equipe que demonstra uma resiliência, um crescimento enorme, uma equipe que se foi unindo, foi crescendo, e agora temos mais 90 minutos. São os últimos minutos que esta equipe, estes jogadores vão jogá-los juntos, porque depois, como no futebol normal, para a próxima época, há jogadores que saem, há jogadores que vão entrar. Portanto, é eles desfrutarem estes 90 minutos, demonstrarem aquilo que foi ao longo desta época, aproveitar estes 90 minutos e além de desfrutarem, olharem uns para os outros, conquistarem aquilo que nós pretendemos, que é a vitória e a permanência.
Álvaro Pacheco e Luís Tralhão, em conferência de imprensa, no fim do jogo, a partida derradeira para apurar a última equipe a participar na Primeira Liga realiza-se na próxima quinta-feira. O secretário-geral do Partido Comunista garante que o pacote laboral está rejeitado por quem trabalha e apela à mobilização de todos na greve do dia 3 de junho. Paulo Raimundo falou esta noite, de quarta-feira, para centenas de pessoas na Rua de Santa Catarina, no Porto, durante um desfile do PCP. Aos jornalistas, explica que o governo não esperava tanta resistência e que ainda é possível uma queda do pacote laboral.
O grande patronato e o governo pensavam que tinham uma passadeira vermelha. A greve geral do 11 de dezembro travou-lhes o passo e, portanto, dando-lhes um abano muito grande. Não o derrotou, mas rejeitou profundamente. Está rejeitado, o pacote laboral está rejeitado por quem trabalha, não há nenhuma dúvida sobre isso. E portanto agora a greve geral dia 3 de junho, para a qual estão convocados todos os trabalhadores, os que fizeram greve ao 11 de dezembro, os que não fizeram, os sindicalizados, não sindicalizados, os mais novos e os mais velhos, têm todos razões acrescidas para voltar à rua e para voltar à luta.
O secretário-geral do Partido Comunista lembra que uma eventual aprovação da nova lei do trabalho não é um esforço único do governo, mas antes uma ação conjunta do PSD, CDS, Iniciativa Liberal e CHEGA. O Partido Socialista acusa o governo de utilizar a alteração ao regime da amamentação como uma tática negocial. Depois da polêmica em torno da falhada negociação na concertação social, o governo regressa à proposta de novas regras para a licença da amamentação. O Executivo quer exigir atestado médico no primeiro pedido e uma nova declaração a cada seis meses para comprovar que a mulher continua a amamentar. No explicador da tarde política, o deputado socialista Miguel Cabrita considera que se voltou à estaca zero.
O governo mostra radicalismo e inflexibilidade, volta ao princípio, a uma questão em que sabe que todos os partidos se pronunciaram contra e faz aqui uma espécie de simulacro de negociação, no sentido em que o que o governo, no fundo, está a fazer é radicalizar, voltar ao princípio, para ter mais moedas de troca, para poder, na Assembleia da República, fingir uma negociação e fingir cedências
Por outro lado, a deputada social-democrata Carla Barros reitera que as alterações previstas têm como objetivo tornar o regime da amamentação mais claro e rigoroso.
Durante este período de discussão pública destes nove meses e na concertação social, não foi nenhum tema que os representantes dos trabalhadores tivessem levantado. Nunca houve nenhuma questão sobre isso.
Mas não houve alguma abertura por parte da ministra sobre este tema?
O tema esteve em cima da mesa, nunca foi questionado, nem contrariado por parte dos representantes dos trabalhadores, que estavam focados, certamente, noutros temas e porque também reconhecem a necessidade que há de nós melhorarmos isto.
A deputada Carla Barros, do PSD, ouvida no Explicador, sublinha que não está em causa nenhum corte de direitos. Henrique Gouveia e Melo diz que a Europa vai ter de intervir no Estreito de Ormuz para evitar um cenário pior. Em entrevista esta noite à CNN Portugal, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada considera que não se pode abrir o precedente de deixar um país dominar uma passagem marítima.
Não havendo uma solução negocial, o mundo ocidental vai ter que forçar a abertura daquele estreito. De facto, nós vamos ser obrigados. Por mais que a gente não queira, nós vamos ser arrastados se este conflito se prolonga e se cria aquela situação, o mundo ocidental, a Europa, vai ser arrastada pelos Estados Unidos. E não é por causa do senhor Trump. É para evitar um futuro pior do que nós agora podemos imaginar nesta fase ainda.
Henrique Gouveia e Melo acusa ainda os Estados Unidos de terem calculado mal os efeitos da guerra no Irão e de terem aberto uma caixa de Pandora que levou o regime de Teerão a querer controlar o estreito de Ormuz. Seguimos com os desenvolvimentos sobre o caso dos ativistas maltratados pelo governo israelita. Luís Montenegro defende uma suspensão parcial do acordo com Israel, uma decisão a tomar no âmbito da União Europeia. Em reação ao vídeo colocado pelo ministro israelita da Segurança Nacional, Ben-Gvir, que mostra os ativistas ajoelhados com as mãos amarradas depois de terem sido interceptados em águas internacionais, o primeiro-ministro português fala numa situação inaceitável.
A situação é uma situação absolutamente inaceitável. Relativamente às discussões que temos no âmbito da União Europeia, Portugal já tem manifestado a sua disponibilidade para uma suspensão parcial do acordo com Israel e veremos nos próximos encontros se há alguma evolução nesse domínio.
São declarações de Luís Montenegro, captadas em Andorra pela RTP. Antes, também o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, classificou como intolerável e humilhante o comportamento do ministro israelita, além de ser uma violação da dignidade humana. O secretário de Estado das Comunidades garante que o governo está a fazer o possível para trazer os cidadãos portugueses de volta a casa. Emídio Sousa explica os próximos passos.
Estamos a tentar, mas neste momento só é permitido falar com eles os advogados da própria flotilha e logo que seja possível, e nós estamos perfeitamente a acompanhar isso, iremos falar com eles e tentar trazê-los para Portugal.
Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades, num registo da RTP. Em Espanha, o primeiro-ministro pede que Bruxelas proíba a entrada de Ben-Gvir na União Europeia. É um dos líderes europeus a criticar de forma firme a ação israelita no tratamento destes ativistas da flotilha humanitária. Pedro Sánchez afirma que não devem ser tolerados maus-tratos aos cidadãos. O ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros vai mais longe e exige um pedido de desculpas público por parte de Israel.
Insisto, esse tratamento é monstruoso, é indigno, é inumano. Exijo desculpas públicas a Israel. Convoquei urgentemente ao Ministério dos Negócios Exteriores a encarregada de negócios de Israel para trasladar-lhe todo o nosso rechazo, toda a nossa repulsa e toda a nossa repugnância por esse trato absolutamente abominável e inaceitável.
José Manuel Alvarez, ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, num vídeo publicado na rede social X. Ben-Gvir já foi alvo de críticas de vários países da Europa e fora da Europa, depois de Canadá, Países Baixos, França e Itália, também a Alemanha repudia. O vídeo publicado fala num tratamento totalmente inaceitável e incompatível com os valores básicos dos países europeus. Os embaixadores israelitas estão a ser chamados para prestar explicações. Ben-Gvir levou também uma reprimenda do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que assegura que a forma de atuação do ministro da Segurança Nacional israelita foge aos valores e normas do país, ainda que defenda a detenção dos ativistas. Donald Trump admite que as negociações com o Irão estão no limite. O presidente norte-americano garante que os Estados Unidos estão prontos para retomar os ataques. Ainda assim, mantém-se otimista em relação a um acordo.
Está mesmo no limite, acreditem. Se não obtivermos as respostas certas, tudo se passará muito depressa. Estamos prontos a avançar. Temos de conseguir as respostas certas. Teriam de ser respostas 100% corretas. E se o fizermos, poupamos muito tempo, energia e, sobretudo, vidas. Mais importante ainda, estamos a lidar com algumas pessoas. E, na verdade, devo dizer, estamos a lidar com pessoas muito boas. Estamos a lidar com pessoas que são, penso eu, muito mais razoáveis do que aquelas que já não estão conosco e estamos bastante impressionados com isso. Esperamos, por isso, que se chegue a um acordo que seja ótimo para todos.
São declarações de Donald Trump ao embarcar no Air Force One, em Maryland, nos Estados Unidos. O Irão está a examinar a proposta de paz norte-americana. É o que afirma o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, citado pela CBS. O responsável assegura que a presença do ministro paquistanês da Administração Interna no Irão serve para facilitar a troca de mensagens entre Teerão e Washington. Acrescenta que um dos pontos postos por parte do Irão inclui o descongelamento dos ativos iranianos e o fim do bloqueio norte-americano aos portos do país, proposta que já tinha sido apresentada. E foi a notícia de fecho deste jornal. A informação volta às 14h30. Até já.
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