As notícias das 00h

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Jornal da meia-noite com Martim Madeira e começamos com o internacional. Donald Trump fez um aviso a Netanyahu, diz que pode vir a perder o apoio dos Estados Unidos se continuar a lançar ataques contra o Irão.
O presidente norte-americano revelou à Axios os detalhes de uma chamada que teve com o primeiro-ministro israelita, conversa que terá ocorrido depois de Israel ter lançado ataques aéreos sobre Beirute e o Irão ter respondido atacando Israel. Donald Trump revela que recebeu chamadas de cinco países da região a pedir-lhe para que convencesse Netanyahu a parar. E terá sido nessa mesma chamada que Trump avisou o primeiro-ministro israelita que, se não parasse com os ataques, poderia vir a ficar por conta própria na guerra contra o Irão. Donald Trump também teve agora umas declarações mais recentemente a dizer que já declarava a vitória e que os Estados Unidos vão declarar a vitória frente ao Irão. Diz também que os preços do petróleo vão baixar, tendo em conta que os preços do petróleo agora, o Brent subiu para 1,25%, para $94 por barril. A sessão foi marcada com o crude do Mar Negro a chegar perto dos $98 ao início do dia, antes de recuar após sinais de um possível cessar-fogo entre o Irão e Israel. A decisão da OPEP+ de aumentar a produção a partir de julho não foi suficiente para travar a subida, enquanto o estreito de Ormuz continua fechado.
E o presidente ucraniano falou hoje por telefone com os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, num esforço para reativar as negociações e encontrar uma solução para a guerra com a Rússia.
Numa publicação na rede social X, Zelenskyy frisou que está grato pela disponibilidade em trabalhar o mais ativamente possível nas próximas semanas para revitalizar a diplomacia, com o objetivo de pôr fim à guerra da Rússia contra a Ucrânia. Numa outra publicação, o presidente da Ucrânia afirmou ainda que é urgente fortalecer os laços diplomáticos e aproveitar todas as oportunidades para aproximar o fim da guerra. Uma publicação que vem também no seguimento de uma conversa telefónica, mas desta vez com o homólogo francês, Emmanuel Macron. Zelenskyy refere também que discutiu com Macron as perspetivas no contexto da Cimeira G7, uma cimeira prevista para meados de junho.
E o presidente do Chega adia uma decisão sobre a reforma laboral e a prestação social única para depois de um encontro com o primeiro-ministro.
André Ventura diz que está para breve uma reunião final com Luís Montenegro sobre a proposta da revisão da Lei do Trabalho. Numa conferência de imprensa esta tarde, o presidente do Chega apontou algumas exigências para que o partido viabilizasse esta proposta. Vamos então ouvir essas declarações de André Ventura aos jornalistas sobre esta proposta da reforma laboral.
O fim das reformas vitalícias no âmbito laboral e político, o teto às reformas milionárias, são mesmo condições fundamentais para o Chega neste processo. No âmbito desta conversa, desta reunião, transmitirei, por isso, aquilo que entendo ser, caso o PSD decida manter a proposta tal como está ou o governo dê sinais de inflexibilidade.
André Ventura, que também falou sobre a prestação social única, e volta a dizer que o partido só vai viabilizar a criação deste mecanismo se a AD e o governo fizerem alterações.
E o PSD acusa o Chega de irresponsabilidade política por apresentar propostas que põem em causa a sustentabilidade da Segurança Social.
Como esta proposta da descida da idade da reforma ou o teto máximo para pensões. Carla Barros, deputada do PSD, diz que o Chega não faz contas e que o plano do partido é insustentável financeiramente.
O Chega não pode vir propor uma descida da idade legal da reforma das pensões, quando não apresenta um plano prévio, digamos, ou um estudo prévio, que é isso que o governo está a fazer, para estudar a sustentabilidade do sistema e o financiamento do sistema. E é normal que uma proposta de descida da idade da reforma caia muito bem na opinião pública. E, portanto, são estes populismos do Chega que depois não se casam adequadamente com a realidade que vivemos.
Uma opinião contrária tem Eduardo Teixeira, deputado do Chega, que diz que as contas estão feitas e que a proposta da idade da reforma de 65 anos custa perto de 2 mil milhões de euros.
Os portugueses que trabalharam 40 anos têm direito a optar entre continuar a trabalhar ou já trabalharam e fizeram descontos mais do suficientes para o modelo que está implementado. Isso custa 1, pouco mil milhões. E vai-se apegar no desperdício da saúde. Portugal, isso está contabilizado, está escrutinado. E o governo pouco faz ou nada faz para combater este desperdício de 2 mil milhões na saúde, em área tão sensível.
Eduardo Teixeira acusa ainda o PSD de estar alinhado nesta matéria com o modelo atual imposto pelo Partido Socialista.
E a presidente da Iniciativa Liberal diz que o governo está a pedir um cheque em branco na proposta da prestação social única.
Mariana Leitão acusa o governo de não esclarecer as peças essenciais da medida. Questionada sobre a eventual obrigatoriedade de trabalho social para ter acesso a esta prestação, a líder dos liberais diz que não é possível ter uma posição sobre um assunto por falta de clarificação por parte do governo.
É difícil perceber exatamente qual é o objetivo concreto do governo. E, por isso, lá está, para lhe poder responder com total clareza, preciso eu própria ter isso bastante claro e só vamos conseguir provavelmente fazê-lo na sexta-feira, quando tivermos todas as informações por parte do governo, porque o governo também apresentou esta proposta, mas não entrou em grandes detalhes, nem tampouco foi ao Parlamento explicar o que quer que seja ainda. E por isso, nessa altura, com essas informações mais detalhadas, será possível dar-lhe uma resposta mais concreta.
Mariana Leitão, líder da Iniciativa Liberal, à margem de uma visita à Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, em que acrescenta também que este processo está a ser conduzido com pressa excessiva.
E o presidente da República pede à seleção portuguesa o título de campeão do mundo.
Numa cerimónia de despedida da seleção nacional da Cidade do Futebol, António José Seguro garantiu que a seleção nacional vai ter o apoio de todo um país no Campeonato do Mundo e, por isso, deixa apenas um pedido à equipa das Quinas.
O que eu vos peço? Eu peço-vos queA equipa saiba encontrar o talento e a inteligência, que seja mais do que o somatório da inteligência, da qualidade e do talento que individualmente cada um de vós tem. O país acredita em vós. Façam-nos sonhar. Tragam para Portugal a taça que nos falta. Vamos todos torcer por vós. E eu acredito, com o vosso entusiasmo, com a vossa força, com a vossa fibra, com o vosso talento e com o vosso trabalho, que isso é possível.
Declarações do Presidente da República nesta que foi a primeira vez que António José Seguro esteve com a seleção portuguesa de futebol. No final desta intervenção, Seguro entregou também uma bandeira simbólica que a equipa terá que trazer de volta para Portugal, em caso, e apenas em caso, de vitória. Portugal vai partir para os Estados Unidos já no próximo dia 12 de julho, mas primeiro tem um confronto frente à Nigéria, dia 10 de julho, no Estádio de Leiria, às 20h45, um jogo que vai contar com relato e análise aqui na Rádio Observador.
Martim, a fechar, vamos a outros temas em destaque.
A plataforma digital do Navegante já tem disponível a informação em tempo real dos vários transportes da área metropolitana de Lisboa. Permite aos passageiros acompanhar os horários, a localização dos transportes e a hora prevista de chegada. A nova funcionalidade integra os serviços da Carris Metropolitana, da CP, da Fertagos, do Metro e da Transtejo Soflusa. Ainda também em Israel, Israel interceptou um drone vindo do Iémen, de acordo com a IDF. Os militares de Israel suspeitam que este drone possa ter vindo da região dos Huthis, no Iémen, e, portanto, estão a ponderar se vale a pena ou não ir para retaliar este ataque, tendo em conta que os Huthis fazem parte da guarda revolucionária iraniana. A fechar, Filipa, parece que já há de tudo nos Estados Unidos. Já há caminhões que fazem entregas sem ninguém ao volante. Não sei se já pensaste alguma vez que uma encomenda tua chegasse.
Não, já tinha visto alguns vídeos daqueles Ubers, os carros que vão sem condutor, mas agora daí a chegar aos caminhões, não estava a par disto.
Os caminhões são grandes, às vezes a passar nos caminhões até mete um bocadinho de pânico.
Eu tenho esse medo de passar ao pé dos caminhões, de tentar ultrapassar, fico sempre assim.
Imagina sem condutor. No fundo, sem um único humano, a PepsiCo, uma empresa de distribuição de snacks e também da famosa Pepsi, está a operar em estradas no Arizona ou no Texas e transporta, por exemplo, Doritos para as lojas do Walmart. Portanto, os teus Doritos, pelo menos nos Estados Unidos, se pedisses Doritos, estavam a ser transportados sem qualquer mão humana. Vem ninguém no carro, é como se fosse um fantasma a conduzir.
Eu sinto-me um bocadinho velha do Restelo. Estas coisas ainda me fazem um bocadinho de confusão.
Ainda te assustam. Mas não são viagens longas, são trajetos curtos, repetitivos, bem definidos, portanto não precisa de preocupar. No caso de haver acidentes, não vai haver, através de sensores, câmeras e inteligência artificial para navegar, que analisam tudo em tempo real, desde os outros carros que estão nas estradas até aos sinais de trânsito. Estamos com medo da substituição.
Não ter medo. A partir daí confiar que isto vai dar certo.
Eu nunca pensei que os caminhões, que os caminhonistas fossem substituídos por inteligência artificial.
Lá vão os Doritos ser preparados à loja sem condutor. Muito bem, é assim que fechamos este jornal da meia-noite, que teve a edição do Martim Madeira. Martim, até amanhã. Bons gases.
Até amanhã.
observador



