As notícias das 6h

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As notícias com Carlos Pedro.
Jornal das seis na Rádio Observador. A começar com uma notícia Observador: o governo mudou dois terços das administrações hospitalares em apenas dois anos. São 26 presidentes, 18 têm ligações a PSD e CDS. Contas feitas, quase 70% dos novos presidentes das Unidades Locais de Saúde são próximos dos partidos do governo, sendo que a esmagadora maioria tem cartão de militante. Entre eles encontram-se antigos deputados da Assembleia da República, presidentes da Câmara, candidatos autárquicos ou presidentes de estruturas locais do PSD. Além disso, as mudanças não terão ficado por aqui e de acordo com a informação avançada pela direção executiva do SNS ao jornal Público, há atualmente seis administrações de ULS que estão à espera de serem reconduzidas ou substituídas. Uma delas já foi nomeada pelo governo da AD. Este é um artigo assinado pelo jornalista Miguel Pereira Santos e que faz a esta altura manchete no site do Observador. Incêndios e mau tempo são as justificações da ex-ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, para a admissão do cargo. A antiga governante diz que foram situações que lhe escaparam. Em entrevista ao programa da RTP Antena Um "Ponto de Interrogação", Maria Lúcia Amaral justifica a sua demissão com a perda de autoridade e de meios.
Que na altura em que sentisse que não dispunha de meios, e nestes casos os meios são a autoridade própria para poder conduzir a política do Ministério da Administração Interna, que me iria embora. E foi nessa altura que entendi que tal ocorria.
A ex-ministra recorda os incêndios no verão e a tempestade que atingiu o país no início do ano e lamenta que tenham faltado conhecimentos técnicos, diz Maria Lúcia Amaral.
Quando aconteceu o que aconteceu, quer no verão, quer depois no inverno, eu tive a noção de que não tinha meios, em toda a dimensão da palavra meios, os conhecimentos técnicos, o domínio do terreno, o conhecimento exato das pessoas, das corporações, até à sua ínfima particularidade, que estão no terreno, para reagir imediatamente com a velocidade que se requer ao contingente, ao imprevisível, e por isso entendi que nessa dimensão não dispunha de meios.
Antiga ministra da Administração Interna, que garante não se ter arrependido de integrar o governo liderado por Luís Montenegro a 10 de fevereiro, oito meses depois de assumir o cargo, apresentou a demissão. O Chega só vai tomar uma decisão sobre as propostas de reforma laboral e da prestação social única depois de um encontro entre André Ventura e Luís Montenegro. Está para breve, diz o presidente do partido, numa alusão a um encontro com o primeiro-ministro acerca da proposta de revisão da legislação do trabalho. Ontem, numa conferência de imprensa à tarde, André Ventura apontou algumas exigências.
O fim das reformas vitalícias no âmbito laboral e político, o teto às reformas milionárias, são mesmo condições fundamentais para o Chega neste processo. No âmbito desta conversa, desta reunião, transmitirei, por isso, aquilo que entendo ser, caso o PSD decida manter a proposta tal como está ou o governo dê sinais de inflexibilidade.
Já sobre a prestação social única, André Ventura volta a dizer que o partido só vai viabilizar a criação deste mecanismo se a AD fizer alterações. A maioria dos alunos do sexto ano realiza hoje a última prova de monitorização da aprendizagem que deveria ter sido feita na semana passada, mas foi inviabilizada devido à greve geral contra o pacote laboral. Aconteceu na última quarta-feira, impediu a realização da prova de Português acerca de metade das escolas, dos alunos. O balanço é do Ministério da Educação, que a reagendou para hoje. O ministro Fernando Alexandre revela que o ministério tinha um plano de contingência para garantir que nenhum aluno seria prejudicado pela greve e que o novo enunciado iria permitir comparar os resultados dos alunos. É nos Açores que o presidente da República dá hoje início às comemorações oficiais do Dia de Portugal. António José Seguro realiza a primeira deslocação à região autónoma dos Açores esta terça-feira. O presidente está na Ilha Terceira. As comemorações arrancam pelas 15h, hora local, mais uma hora em Lisboa, com o hastear da bandeira no Pátio da Alfândega em Angra do Heroísmo. No passado fim de semana, o presidente da República celebrou o Dia de Portugal no estrangeiro, junto de imigrantes portugueses e lusodescendentes no Luxemburgo, onde esteve acompanhado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro. O Dia de Portugal é comemorado na Ilha Terceira, numa altura em que a utilização da base das Lajes pelos Estados Unidos da América, no contexto da guerra contra o Irão, tem suscitado alguma polêmica. Antes disso, o presidente foi a tempo de receber e dar apoio à seleção portuguesa antes da partida dos 26 convocados para o Mundial do México, Estados Unidos e também o Canadá, numa cerimônia realizada na Cidade do Futebol, em Oeiras. António José Seguro deixou um pedido à equipa das Quinas: trazer a taça que falta.
O que eu vos peço? Eu peço-vos que a equipa saiba encontrar o talento e a inteligência, que seja mais do que o somatório da inteligência, da qualidade e do talento que individualmente cada um de vós tem. O país acredita em vós. Façam-nos sonhar.Tragam para Portugal a taça que nos falta. Vamos todos torcer por vós. E eu acredito, com o vosso entusiasmo, com a vossa força, com a vossa fibra, com o vosso talento e com o vosso trabalho, que isso é possível.
Já o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, avisa que é com sentido de missão e responsabilidade que a equipa das Quinas vai rumar aos Estados Unidos para participar neste Campeonato do Mundo.
Tal como no exercício das mais altas funções de Estado, também no futebol se exige rigor, compromisso e sentido de missão. A cada atleta aqui presente, recordo que representam Portugal perante o mundo. Mas hoje, senhor presidente, esse compromisso ganha ainda maior significado com a sua presença. Cada um de nós, cada um destes atletas leva para o relvado o orgulho de ser português e a consciência de que carregam consigo a confiança de um país inteiro.
No final da intervenção, o Presidente da República entregou uma bandeira simbólica que a equipa terá de trazer de volta para Portugal em caso de vitória no Campeonato do Mundo. A fechar com a atualidade internacional, Donald Trump promete mais uma vez uma vitória total e em breve. O presidente dos Estados Unidos diz também que os preços do petróleo vão cair a pique. Foi num comício em apoio ao senador da Carolina do Sul, Lindsey Graham, que concorre nas primárias desta terça-feira. Donald Trump afirma que os Estados Unidos vão alcançar uma vitória total sobre o Irão nas próximas duas semanas. Trump diz que os norte-americanos estão a ganhar a batalha, mas que a vitória só vai ficar consumada dentro de duas semanas. Entretanto, o enviado do Irão nas Nações Unidas, Amir Saeed Iravani, afirma que a troca de pontos de vista entre Teerão e Washington continua com o objetivo de alcançar um acordo, escreve a NBC News, após uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre o Afeganistão esta segunda-feira. Iravani disse que os países, através do Paquistão, estão a apresentar e trocar pontos de vista e opiniões para chegar a um texto final. Fecha assim este jornal das 18h. A informação regressa à Rádio Observador com a síntese das 18h30.
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